segunda-feira, maio 12, 2014

Comemoração com as Mães dos Jusfristas




Sempre comemoramos o Dia das Mães com todas as mães da comunidade de São Pedro, mas esse ano, de modo particular, celebramos e homenageamos as nossas mamães, trazendo elas para a nossa reunião.

Para aproximar as mães e os jufristas e nos conhecermos melhor, na dinâmica houve troca de mães e filhos. Durante a socialização, mexemos com a emoção e as lembranças de muitos. Sorrisos e lágrimas surgiram, mas nada de tristeza, essa passou longe graças a Deus.

Após, tivemos um momento formativo com Maria Afonso que nos falou sobre as “As sete dores e as sete alegrias de Maria”, posteriormente mencionou as dores e alegrias de “Ser Mãe”.

Houve ainda exibição de um vídeo do youtube “Trabalho mais difícil do Mundo” cujos entrevistados se emocionaram com a pegadinha do bem. O que nos ajudou a entender, conhecer, louvar e agradecer pelo trabalho árduo das nossas mães para nos criar, educar, formar e, principalmente, nos amar.  

Na sequência, foi exibido a nossa homenagem para as mamães. Um vídeo contendo fotos delas novas e antigas com seus filhos. Encerramos com lanche e entrega de lembrancinhas. E um desejo no coração de que nos próximos anos esse evento se repita e possamos ter a presença dos outros irmãos e de suas mães.

A todas as mamães desse mundo o nosso agradecimento pela sua missão e dedicação, em especial as nossas.

Um abraço fraterno,

Paz e bem!!! 















sábado, maio 03, 2014

Maria nos dá um novo coração

É isso que Maria, a Mãe de Jesus, quer lhe dizer hoje. Ela se aproxima de você, como uma mãe se aproxima de seu filho mais novo, e lhe diz: “Meu filho, olhe para sua Mãe. Junto ao pé da cruz, sobre meus joelhos, colocaram o corpo torturado de meu Filho, Jesus, e eu O abracei. Embora estivesse com o coração despedaçado, louvei ao Pai, entreguei meu Filho morto a Ele e O preparei para a Ressurreição. O mundo, por meio das revistas e novelas de televisão, pinta para você tudo com cores muito atraentes; há toda uma sexualidade inconsequente que gera depravação e divide os lares, destruindo a família".

Maria ainda acrescenta: "Você não foi feito para o mal nem para o pecado. Deus o criou para o amor. Você não foi concebido para a bebida, para as drogas, para o jogo ou o roubo, nem para se aproveitar dos outros a fim de ganhar mais. Você não foi feito para a mentira nem para a hipocrisia, para o ódio ou rancor; como também não foi feito para revoltar-se com si mesmo e com sua família. Não! Você foi criado para amar! Deus, que é amor, habita o seu coração; e você, no fundo, sabe disso. Ao cometer um erro, você sente-se mal, mas não tem coragem de mudar a situação, pois o mundo o tem aliciado demais. O mundo lhe apresentou o caramelo, e, por causa dele, você encontrará a infelicidade. 

"Você foi criado para amar", ensina monsenhor Jonas


Meu filho, minha filha, veja o que o pecado fez com você. No entanto, eu que sou Mãe, tomo-lhe no colo, como tomei o corpo de meu Filho estraçalhado na cruz.Talvez você não tenha errado tanto, mas é infeliz. Vejo a infelicidade em seu lar dividido, pois seu marido é infeliz, sua mulher é neurótica, seu pai é autoritário demais e seu filho muito revoltado. Vejo o coração de pai, de homem, despedaçado, como vejo também seu coração de mãe pequenininho, machucado, ferido.. E eu me compadeço dele.

Contemplo seu coração de jovem que não está feliz com a escola, com o namoro nem com a família. E como estão estraçalhando o seu corpo, sua alma e seu espírito! O mundo só lhe apresentou ódio, sexualidade e prazer mundanos, mas não lhe deu amor. Entrego todo meu amor de Mãe a você, tomando-lhe em meu colo e abraçando-o ternamente. Sinta isso agora. Eu me condoo por você e o acaricio para cicatrizar seu coração ferido. Você precisa muito da minha cura de Mãe. Não fique pensando muito em seus problemas, apenas aceite meu amor. 

Meu Filho quer que eu faça essa obra com Ele e por Ele. Em função disso, em primeiro lugar, é preciso que você acredite no amor de Deus. Ele ama você com o amor mais terno e mais puro. Deus sabe tudo a seu respeito, inclusive de seus pecados. Porém, apesar de tudo, Ele o ama, justamente porque você passou por grandes sofrimentos e tentações na vida. Deus o ama com o amor que uma mãe tem por seu filho doente, acidentado, jogado em uma cama de hospital. E, como Mãe, estou agora tocando e curando seu coração, para que você acredite e aceite o amor do Pai. Não estou apenas consertando o seu coração, mas lhe dando um novo. Receba-o, pois é com ele que eu quero que você caminhe.”

Texto retirado do livro: Consolados por Maria, Monsenhor Jonas Abib

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/pejonas/informativos.php?id=2705

As lições do menino mexicano que queria morrer por Cristo Rei

José Luiz Sanchez Del Río nasceu a 28 de março de 1913, na cidade Sahuayo, província de Michoacan, México. Vivia uma vida comum, como qualquer outro menino do interior do México, até que esta normalidade foi quebrada pela ascensão de Plutarco Elias Calles à chefia do poder daquela nação.
Beato mártir de Cristo Rei: José Luiz Sanchez Del Río
Este presidente tirânico, declaradamente socialista e maçom, empreendeu em todo o país uma das maiores perseguições que a Igreja Católica sofreu no século XX. Com o pretexto de “livrar a nação do fanatismo religioso” (qualquer semelhança não é mera coincidência), Plutarco Calles iniciou uma investida militar contra padres, religiosos e fiéis leigos que demonstrassem qualquer sinal da fé católica. Confiscou todas as Igrejas, prendeu e matou padres, bispos, frades, freiras dentre muitos outros. Após tanta perseguição, um grupo de fiéis católicos viu-se obrigado a pegar em armas para garantir sua sobrevivência. Este conflito ficou conhecido como Cristiada ou Guerra Cristeira, em homenagem aos soldados cristãos que eram conhecidos como Cristeros.
Um dia, ao visitar o túmulo do beato mártir Anacleto González Flores, que havia morrido durante a perseguição de maneira brutal e impiedosa, José Luiz Sanchez Del Río rezou a Deus, pedindo para que ele também pudesse morrer pela manutenção de sua Fé. Então, aos 13 anos de idade, foi procurar o general Prudencio Mendoza, que tinha sua base na vila de Cotija, para que pudesse ingressar no exército cristero. Ao chegar, dirigiu-se ao general que o indagou:
—O que viste fazer aqui meu rapaz? Ele respondeu:
—Vim aqui para morrer por Cristo Rei.
A sinceridade daquelas palavras e o vívido olhar destemido daquele nobre rapaz ressoaram profundamente no coração do general cristero, que autorizou sua entrada na milícia. Ao longo de um ano, José Luiz Sanchez Del Río combateu em muitos confrontos ferozes contra o exército regular do governo comunista e maçom.
Em fevereiro de 1928, cerca de 1 ano após o seu ingresso no exército cristero, o menino e seus confrades foram surpreendidos numa emboscada. José Luiz cedeu seu cavalo ao líder da resistência, sendo capturado pelos sádicos soldados do governo de Plutarco. Na intenção de fazer com que o menino renunciasse sua fé, descamaram a planta de seus pés até as nervura e o amarraram em um cavalo, obrigando-o a andar por cerca de quatorze quilômetros a pé e descalço. Não precisamos aqui dizer o nível de dor que esta pobre criança sentiu, mesmo assim, nos momentos em que as dores lhes eram insuportáveis, o menino cheio da Graça Divina Bradava em voz alta e vigorosa “Viva Cristo Rey e la Virgem de Guadalupe!”
José Luiz Sanchez Del Río no filme Cristiada (For Greater Glory) que retrata a história dos cristeros mexicanos.

Sem sucesso na tentativa de que José Luiz abjurasse de sua fé por meio da dor mais causticante e alucinante possível, os soldados tentaram com intimidá-lo de outra maneira. Ao chegar na vila em que nascera, para ser executado no dia seguinte, os soldados fizeram com que a mãe do menino escrevesse-lhe uma carta pedindo para que ele abjurasse da fé católica, para poder ser solto. José Luiz Sanchez Del Río respondeu assim ao bilhete de sua mãe:
“Minha querida mãe: Fui feito prisioneiro em combate neste dia. Creio que nos momentos atuais vou morrer, mas não importa, nada importa, mãe. Resigna-te à vontade de Deus; eu morro muito feliz porque no fim de tudo isto, morro ao lado de Nosso Senhor. Não te aflijas pela minha morte, que é o que me mortifica. Antes, diz aos meus outros irmãos que sigam o exemplo do mais pequeno, e tu faz a vontade do nosso Deus. Tem coragem e manda-me a tua bênção juntamente com a de meu pai. Saúda a todos pela última vez e tu recebe por último o coração do teu filho que tanto te quer e tanto desejava ver-te antes de morrer”
No dia seguinte, 10 de fevereiro de 1928, uma sexta-feira, o menino que estava prestes a completar 15 anos ofereceu sua vida terrena para não perder a vida eterna ao lado de Jesus Cristo, a quem ele depositou sua fé com bravura e fidelidade.
Precisamos saber que sem demonstrarmos profunda repugnância e asco pelo que destrói nossa Santa Igreja, não somos verdadeiramente cristãos. Não há verdadeiro amor se não há repulsa pelo que imediatamente opõe-se ao que amamos. É impossível pensar em ser católico sem concebermos a possibilidade de darmos nossa vida por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/as-licoes-do-menino-mexicano-que-queria-morrer-por-cristo-rei?utm_content=buffer553cf&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer#at_pco=smlwn-1.0&at_si=535fbe73e45e832d&at_ab=per-14&at_pos=0&at_tot=1

quinta-feira, maio 01, 2014

A oração da Ave Maria comentada




Em comunhão com a Santa Mãe de Deus – A ORAÇÃO DA AVE-MARIA

Comentário da Oração da Ave Maria no Catecismo da Igreja Católica
Na oração, o Espírito Santo nos une à Pessoa do Filho Único, em sua humanidade glorificada. Por ela e nela, nossa oração filial entra em comunhão, na Igreja, com a Mãe de Jesus.

A partir do consentimento dado na fé por ocasião da Anunciação e mantido sem hesitação sob a cruz, a maternidade de Maria se estende aos irmãos e às irmãs de seu Filho “que ainda são peregrinos e expostos aos perigos e às misérias”. Jesus, o único Mediador, é o Caminho de nossa oração; Maria, sua Mãe e nossa Mãe, é pura transparência dele. Maria “mostra o Caminho” (“Hodoghitria”), é seu “sinal”, conforme a iconografia tradicional no Oriente e no Ocidente.

A partir dessa cooperação singular de Maria com a ação do Espírito Santo, as Igrejas desenvolveram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na Pessoa de Cristo manifestada em seus mistérios. Nos inúmeros hinos e antífonas que exprimem essa oração, alternam-se geralmente dois movimentos: um “exalta” o Senhor pelas “grandes coisas” que fez para sua humilde serva e, por meio dela, por todos os seres humanos; o outro confia à Mãe de Jesus as súplicas e louvores dos filhos de Deus, pois ela conhece agora a humanidade que nela é desposada pelo Filho de Deus.

Esse duplo movimento da oração a Maria encontrou uma expressão privilegiada na oração da Ave-Maria: “Ave, Maria (alegra-te, Maria)”. A saudação do anjo Gabriel abre a oração da Ave-Maria. É o próprio Deus que, por intermédio de seu anjo, saúda Maria. Nossa oração ousa retomar a saudação de Maria com o olhar que Deus lançou sobre sua humilde serva, alegrando-nos com a mesma alegria que Deus encontra nela. “Cheia de graça, o Senhor é convosco”. As duas palavras de saudação do anjo se esclarecem mutuamente. Maria é cheia de graça porque o Senhor está com ela. A graça com que ela é cumulada é a presença daquele que é a fonte de toda graça. “Alegra-te, filha de Jerusalém… o Senhor está no meio de ti” (Sf 3,14.17a). Maria, em quem vem habitar o próprio Senhor, é em pessoa a filha de Sião, a Arca da Aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: ela é “a morada de Deus entre os homens” (Ap 21,3).

“Cheia de graça”, e toda dedicada àquele que nela vem habitar e que ela vai dar ao mundo.

“Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”. Depois da saudação do anjo, tomamos nossa a palavra de Isabel. “Repleta do Espírito Santo” (Lc 1,41), Isabel é a primeira na longa série das gerações que declaram Maria bem-aventurada: “Feliz aquela que creu…” (Lc 1,45): Maria é “bendita entre as mulheres” porque acreditou na realização da palavra do Senhor. Abraão, por sua fé, se tornou uma benção para “todas as nações da terra” (Gn 12,3). Por sua fé, Maria se tornou a mãe dos que crêem, porque, graças a ela, todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria benção de Deus: “Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”.

“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…” Com Isabel também nós nos admiramos: “Donde me vem que a mãe de meu Senhor me visite?” (Lc 1,43). Porque nos dá Jesus, seu filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: “Seja feita a vossa vontade”.

“Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”. Pedindo a Maria que reze por nós, reconhecemo-nos como pobres; pecadores e nos dirigimos à “Mãe de misericórdia”, à Toda Santa. Entregamo-nos a ela “agora”, no hoje de nossas vidas. E nossa confiança aumenta para desde já entregar em suas mãos “a hora de nossa morte”. Que ela esteja então presente, como na morte na Cruz de seu Filho, e que na hora de nossa passagem ela nos acolha como nossa Mãe, para nos conduzir a seu Filho, Jesus, no Paraíso.




Fonte do texto: http://www.franciscanos.org.br/?p=15664
Fonte da imagem 01: http://jorgeafi.blogspot.com.br/2013/05/ave-maria.html
Fonte da imagem 02: http://catequistadecca.blogspot.com.br/2010/02/oracao-da-ave-maria.html 

quarta-feira, abril 30, 2014

Maria Modelo de fé e de Igreja


Frei Gustavo Medella

Vivemos uma época em que estamos carentes de modelos. E não faço esta afirmação de modo moralista, dizendo que “antigamente sim era bom, havia mais respeito, mais honestidade, mais fé”. Não… Digo isto pensando nos valores que permeiam a vida contemporânea, no modo pelo qual somos treinados para observar e apreender a realidade. E quer saber qual é este modo? Basta vermos cinco minutos de televisão, ou passearmos apenas por uma das galerias de qualquer shopping center. Estamos no mundo do veloz, do brilhante, do colorido, do passageiro, da sede pelo novo, pelo mais atualizado, conforme os Titãs satirizam quando cantam: “A melhor banda de todos os tempos da última semana. O melhor disco brasileiro de música americana”.

E neste turbilhão de informações, onde o que era ontem já não é mais hoje,  temos dificuldade em contemplar aquilo que não passa, que pode nos orientar, nos apresentar o caminho da felicidade e do equilíbrio.

Penso eu que, também por essas carências, uma figura como o Papa Francisco esteja atingindo o coração de tantas pessoas, até mesmo não católicas. Ele vem preencher a lacuna de uma sociedade carente de pai, carente de afeto, de contato, de abraço, de beijo. Em cada criança que o Santo Padre beija ou afaga, ele afaga milhões de crianças de todas as idades, também aquela criança que trazemos em nosso coração e que anda perambulando a procura de colo, carinho e afeto. A criança a que Jesus pede que nos tornemos para entrarmos no Reino dos Céus.

E Maria, figura central da nossa fé, é modelo inquestionável e sempre atual para nossa vida cristã e até mesmo para aqueles que não partilham da mesma fé. Destaco o testemunho do escritor Herman Hesse, falecido em 1966 e Prêmio Nobel de Literatura: “O que não creio sejam capazes Santo Antônio e Santo Inácio, creio que o seja a Virgem, isto é, que nos compreenda e nos admita a nós, os hereges”. O homem pode abandonar tudo, mas a última coisa que abandona é a mãe. Maria é mãe também dos que não percorrem o caminho da fé. Olhando para ela, a Igreja, como mãe, também se sente impulsionada a ir ao encontro da humanidade, numa postura de escuta, diálogo e serviço.
Maria, “Virgem-Mãe” sintetiza a nossa fé em Cristo “Homem-Deus”. A virgindade de Maria é sinal da divindade de Cristo, nascido do Espírito Santo. E a maternidade da Virgem é sinal da humanidade do Filho de Deus. Ela é a síntese da fé cristã e, segundo o Teólogo Bruno Forte, Maria está toda dentro da História da Salvação, e, a História da Salvação, toda dentro dela. Se Jesus é o Centro da fé cristã, Maria é Central nesta mesma fé, pois é a pessoa mais próxima do Centro, como mãe e cuidadora de Jesus.

E deste mistério decorrem os belos títulos que nosso povo canta com afeto e paixão na Ladainha de Nossa Senhora, conforme nos descreve o teólogo Clodovis Boff. Se Jesus é Filho do Homem, Maria é Mãe do Filho de Deus; se Jesus é Deus, Maria é Santuário da Divindade; se Jesus é o Caminho, Maria é a indicadora do Caminho; se Jesus é a Verdade, Maria é testemunha da Verdade; Se Jesus é a Vida, Maria é Fonte de Vida; se Jesus é a Sabedoria, Maria é a Arca da Aliança; se Jesus é o Fruto que alimenta, Maria é a Árvore da Vida.

E Maria, modelo de fé, não poderia deixar de ser Modelo de Igreja. De maneira que, ao sonharmos com uma Igreja Serva, Companheira e Mãe, não podemos deixar de olhar com atenção para a Virgem de Nazaré.

“Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa Palavra”, disse Maria ao anjo, conforme nos conta São Lucas em seu Evangelho. Ao se colocar a serviço sem reservas, Maria sabe da responsabilidade que assume. Deixa de olhar somente para si e para os próprios interesses e contempla um horizonte bem mais amplo, um projeto amoroso e abrangente de salvação. Eis aqui a Serva do Senhor, eis aqui uma grande provocação para nós enquanto Igreja: sairmos de uma postura autorreferencial, contemplarmos o horizonte do mundo que nos desafia, sem medo de nos colocarmos a serviço, com humildade, ao modo de Jesus no Lava-Pés. Ali o Senhor demonstrara que, desde o berço, aprendera direitinho a lição de amor-serviço ensinada por sua querida Mãe.

Maria Companheira, aquela que coopera com a obra da Redenção. Companheiro é também aquele que partilha o Pão, que come junto, à mesa, num espaço de proximidade e intimidade. A Igreja, Companheira, reparte o Pão da Vida, na Mesa da Eucaristia. Reparte o pão com todos, em especial com os mais pobres. Olhando para Maria, a Mãe do Pão, a Mãe que parte o Pão, somos incentivados a repartir o Pão com a humanidade, e repartir e comer junto, participar da vida e dos dramas humanos. Companheira Maria, mãe de uma Igreja Companheira.

Maria Mãe, modelo de uma Igreja Materna, que pense nas necessidades dos Filhos, que apresente estas necessidades ao Pai, que cuide, olhe, oriente, ame. “Imaculada, Maria de Deus, coração pobre acolhendo Jesus, Imaculada, Maria do Povo, Mãe dos aflitos que estão junto à cruz”.

Que Maria, Modelo de Fé e Modelo de Igreja, nos ajude a chegarmos cada vez mais perto do Cristo, de quem ela esteve sempre tão próxima! “Rogai por nós, Santa Mãe de Deus! Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!”


Fonte do texto: http://www.franciscanos.org.br/?p=57698
Fonte da imagem: http://cleofas.com.br/wp-content/uploads/2013/12/nossasenhoradefatima1.jpg

Paz e bem!!!

A importância do tempo

“Falta de tempo é a desculpa da falta de método” (Heus)
O melhor presente é o tempo Presente; então, é preciso aproveitá-lo bem. Mas há uma ciência em aproveitar o tempo. Não se trata de correr ao fazer as coisas, mas de não desperdiçá-lo com coisas sem sentido.
Para viver bem é preciso saber usar bem o tempo; é nele que construímos a nossa vida. Cada momento de nossa existência tem consequências nesta vida e na eternidade. Por isso, não podemos ficar “matando o tempo”; pois seria o mesmo que estar matando a nossa sua vida aos poucos. Na verdade, o tempo presente é a única dádiva que nos pertence; o passado já se foi, e o futuro a Deus pertence.
Viva intensamente o presente. Tenha sempre em mente o seguinte: a pessoa mais importante é essa que está agora na sua frente; o trabalho mais importante é este que você está fazendo agora; o dia mais importante da vida é este que você está vivendo hoje; o tempo mais importante é o agora. Alguns me perguntam como consigo fazer tantas coisas; a resposta é simples: não perder tempo e há tempo para tudo que é importante ser feito. É claro que precisamos priorizar as atividades.
Viver é como escrever um livro cujas páginas são os nossos atos, palavras, intenções e pensamentos.
As coisas pequenas, mas vividas com amor, assumem um valor elevado, enquanto muitos momentos aparentemente brilhan­tes são comparáveis a bolhas de sabão! Abrace com toda força as oportunidades que você tiver para crescer nos estudos e numa profissão. As chances que a vida nos dá não são muitas; e se você não aproveitá-las bem, pode chorar mais tarde.
Nunca fique sem fazer nada; ainda que você esteja desempregado ou de férias; pois sabemos que “mente vazia e desocupada é oficina do diabo”. Descansar não quer dizer ficar sem fazer nada; é mudar de atividade. Mesmo no campo ou na praia de férias você pode fazer algo que o descansa e que é útil.
Se fizermos as contas, veremos que todas as manhãs são creditados para cada um de nós 86.400 segundos; e todas as noites o saldo é debitado como perda e não é permitido acumulá-lo [saldo] para o dia seguinte. Todas as manhãs a sua conta é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia anterior se evaporam.
Não há volta. Você precisa aplicar, vivendo o presente, o seu depósito diário. Invista, então, no que for melhor, em bens definitivos e não fugazes. Faça o melhor cada dia.
Para você perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu de ano. Para perceber o valor de um mês, pergunte para uma mãe que teve o seu bebê prematuramente. Para você perceber o valor de uma semana, pergunte a um editor de jornal semanal. Para perceber o valor de uma hora, pergunte aos namorados que estão esperando para se encontrar. cpa_para_ser_felizPara você perceber o valor de um minuto, pergunte a uma pessoa que perdeu o ônibus. Para perceber o valor de um segundo, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente. Para você perceber o valor de um milésimo de segundo, pergunte a alguém que conquistou a medalha de ouro em uma Olimpíada.
Lembre-se: o tempo não espera por ninguém. O dia de ontem é história. O de amanhã é um mistério. O de hoje é uma dádiva. Por isso é chamado “presente”! Não deixe que o tempo escorra por entre os dedos abertos de suas mãos vazias; segure-o de qualquer maneira para que ele vire eternidade.
Por que esperar amanhã para viver? O presente está cheio do passado e repleto do futuro. O bom aproveitamento do dia de hoje é a melhor preparação para o dia de amanhã. O tempo é sagrado, porque o evento da salvação se inseriu no tempo histórico. Mas é preciso ter uma noção correta do uso do tempo. Alguns pensam que “tempo é dinheiro”, e não conseguem parar. Não é assim.
Emmir Nogueira, tem uma bela reflexão baseada em Jacques Phillippe, autor de “Liberdade Interior”, (Ed. Shalom, 2004), que  ensina-nos que há dois tempos: um exterior, contato pelo relógio, e outro interior, contado pelo amor. Transcrevo aqui uma reflexão desse livro:
“O tempo exterior é o tempo do fazer, do trabalhar, estudar, produzir, produzir, produzir. É o tempo das horas marcadas, das agendas lotadas, dos compromissos importantes e inadiáveis. É o tempo que estressa, que envelhece, que desgasta, que irrita. Tempo que me fecha em mim mesmo, que me leva a pensar mais em mim do que nos outros, tempo de receber, de acumular. Tempo de usura.”
“O tempo interior é o tempo de ser, do trabalhar com gratuidade, do estudar com extasiamento, do produzir para o bem de todos, ainda que me “prejudique”. É o tempo que esquece o relógio diante da necessidade do outro. Tempo das agendas que sempre cabem mais uma horinha, tempo dos importantes e inadiáveis compromissos com a vontade de Deus.”
“Tempo interior é o tempo que pacifica ao ser doado, tempo que rejuvenesce porque tudo espera, tempo que refaz porque tudo crê, tempo paciente que tudo suporta. É tempo que me abre para o outro e para as boas surpresas de Deus, tempo de dar, tempo de partilhar. Tempo de gratuidade. É aquele tempo que se chama “paciência histórica”. Tempo que sabe que Deus tem o comando de tudo. Tempo que não se apressa em julgar e que se recusa a imprimir sentenças.”
“Tempo interior, é tempo de quem ora. É tempo de amor registrado pelos relógios da eternidade, sem ponteiros, sem dígitos. Tempo que sempre sobra. É o tempo em que Deus vive. Tempo que se partilha com Ele, carregado dos seus segredos de amor. Tempo que “guarda tudo em seu coração”, que se submete inteiramente à vontade de Deus. Tempo sempre sim. Tempo-sim a Deus e ao irmão. O tempo da eternidade vivido no tempo que se chama hoje.”
Usamos tanto a palavra URGENTE, que ela perdeu a sua força. O que é urgente, de fato? As nossas correrias? Não. Urgente é saber perguntar: qual o sentido de tudo o que estou fazendo? O mais urgente é saber agradecer a Deus o nascer do Sol que se repete a cada dia; urgente é o relacionamento com os filhos, o abraço na esposa, saber gastar o tempo com os outros… não se esquecer de viver a vida.
As pessoas não se tornam grandes por fazerem grandes coisas. Fazem grandes coisas por serem grandes. Para ser grande é preciso, pacientemente, construir-se a cada dia.
Prof. Felipe Aquino
Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2014/04/29/a-importancia-do-tempo/ 

domingo, abril 27, 2014

Reunião da Fraternidade - Páscoa: Vai valer a pena?!

         Ontem, reunimos a fraternidade para refletirmos sobre a Páscoa e recordarmos a entrega de Jesus Cristo. Ele nos salvou e em seu corpo ficaram as cicatrizes do seu AMOR por nós. 
    Na reunião, cantamos parabéns para o irmão Adolfo e queremos recordar os outros aniversariantes do mês de abril, foram eles: Carla, Mabel, Leonardo, Pedro e Suianny. Felicidades amados irmãos.
        Que São Francisco de Assis, Santa Clara e Santa Rosa de Viterbo iluminem a JuFra que desejamos ser.
   
“Deus verdadeiramente amou o mundo...
Sua marca de AMOR tem nome é JESUS!”
Paz e bem!!!




ALMOÇO DE PÁSCOA



Neste tempo em que a Igreja Católica revive a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, nós nos reunimos para celebrar a Páscoa de Cristo Jesus de um jeito jovem, forte e verdadeiro – reunindo os amigos, a nossa família franciscana.







       A fraternidade esteve reunida para um Almoço de Páscoa domingo dia 20 de abril na casa do irmão Muhammed. Além do almoço, houve troca de chocolates “Amigo doce”, muita conversa, diversão, tranquilidade e descontração.









Está com eles se resume em duas palavras AMIZADE e FAMÍLIA. Vamos juntos reafirmando o nosso ideal de vida. Escolhemos a melhor parte: os amigos, a família e, principalmente, estar com Deus e viver a nossa fé. 







sexta-feira, abril 18, 2014

Mini Franciscanos: Retorno das Atividades

      A chama franciscana se renova. Depois de alguns meses sem se reunirem, os Mini franciscanos retornaram as atividades neste último sábado dia 12.04.2014 às 16h, no salão da Capela de São Pedro, no Abolição IV.
     Na reunião, refletimos de forma dinâmica e leve a vida e missão de São Francisco de Assis e conhecemos a história de Santa Rosa de Viterbo, padroeira da Jufra. O jovem Francisco e a jovem Rosa nos ensinam que podemos viver a nossa juventude e também sermos de Deus.
    Apesar da pouca participação, os poucos que foram se comprometeram em continuar a caminhada, resgatar e convidar outros irmãos, e ainda ressaltaram a frase de Jesus: “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles” (Mt 18,20).
     Que São Francisco de Assis - nosso Pai Seráfico -, Santa Clara e Santa Rosa de Viterbo intercedam por todos nós, franciscanos e franciscanas. 
        E que o Senhor abençoe e ilumine a nossa caminhada. Amém.

                                                                                                             
                                                                                                          Paz e bem!!! 



segunda-feira, março 10, 2014

Comemoração do Dia do Jufrista 2014



Neste final de semana, comemoramos o Dia do JUFRISTA na nossa fraternidade. No sábado 08.03, houve Reunião da Jufra na Capela de São Pedro. Na reunião, partilhamos as nossas experiências de carnaval, refletirmos o Evangelho do dia e nos preparamos para visitar os irmãos que não vieram à reunião e desejar a eles um “feliz dia do Jufrita”. Depois, saímos para as visitas, casa a casa. Acreditamos que tenha sido uma experiência prazerosa e que renderá boas lembranças aos irmãos. Já no domingo 09.03, houve missa em ação de graças ao dia do Jufrista também na Capela de São Pedro. Muitos irmãos participaram ativamente da missa fazendo leituras, servindo como coroinhas, na equipe de cântico e outros fizeram a estrada inicial da missa carregado alguns símbolos franciscanos: a imagem de São Francisco de Assis e a relíquia de Santa Rosa de Viterbo. Dois dias de muitas bênçãos. Que São Francisco de Assis, Santa Clara de Assis e Santa Rosa de Viterbo continuem rogando por nós a Deus Pai.
Agradecemos a todos os irmãos que participaram desses dois dias tornando-os muito especiais, e também a todos aqueles que nos acolhem e rezam por cada um de nós.
A todos...
Paz e bem!!!

















                   

quinta-feira, março 06, 2014

Feliz Dia do Jufrista!!!

      Dia 06 de Março é comemorado o Dia do Jufrista 
e também o Dia de Santa Rosa de Viterbo. 

Mensagem da Jufra do Brasil: 

Ser jufrista é... 

Ser Jufrista é recordar! O que dizer de um dia que remete a tantas recordações... Recordações pessoais, coletivas, de perto, de longe, tranquilas e até um tanto turbulentas... Mas sempre fraternas!
Ser Jufrista é lembrar na pele! São memórias que renascem e que nos fazem sentir as horas na estrada rumo a um encontro ou visita fraterna; as ausências em momentos importantes da família; a ralação para arrecadar fundos para o caixa da fraternidade, o frio de um aeroporto gelado rumo aos congressos; mas também o calor de um abraço de um irmão de longe; o cheiro do café da mãe de uma irmã da fraternidade; o som de um pássaro que cantava em um retiro; o gosto do cachorro-quente, prato oficial dos encontros da JUFRA; as cores das bandeiras na foto dos encontros nacionais e até internacionais... Todos os sentidos ficam aguçados com essas memórias que esse dia suscita.
Ser Jufrista é recomeçar! É certo que, por mais que saibamos e tentemos seguir nossos ideais, sempre nos deparamos com momentos em que o cansaço, as frustrações, a correria do dia a dia nos desmotiva a continuar. Aí a gente lembra: "Pouco ou nada fizemos, vamos recomeçar..." E tudo se renova! Buscamos uma força que parece brotar lá do fundo da gente e vai crescendo, crescendo e quer sair de nós, não cabe em nós, sentimos a necessidade de dividir com os irmãos e irmãs e contagia todo mundo. Isso é ser Jufrista!
Ser Jufrista é encarar desafios! Quem de nós nunca se imaginou em um cargo na fraternidade e quando se deu conta já fazia parte de uma equipe regional, nacional... Se isso ainda não aconteceu com você, meu irmão e minha irmã, prepare-se!
Ser Jufrista é conhecer o outro! É perceber a unidade nas diferenças. Lembremo-nos do irmão que emprestou um cobertor no sul, da irmã que ofereceu um tereré/tererê  ou um pão de queijo no centro, do samba que alguém do sudeste ensinou, da rede preguiçosa de quem se preocupa com nosso conforto no nordeste e do gostinho de açaí com carimbó na comida e na dança dos Jufristas no norte... Nossa JUFRA do Brasil é linda!
Ser Jufrista é sair em missão! Nossos trabalhos nas Jornadas de Direitos Humanos, nossas manifestações nos Gritos dos Excluídos, nossas mobilizações em tantos projetos, nossas orações em cada campanha, nossa participação nos eventos da JUFRA desde os encontros na fraternidade, passando pelos congressos regionais e nacionais até o encontro internacional sediado pela JUFRA do Brasil e a Jornada Mundial. Quanto pé na estrada hein! Quanta luta!
Ser Jufrista é ser vigilante! Não tem nada mais cansativo que ficar horas aprovando estatuto e concluindo pautas até altas horas nos congressos por aí afora... Formadores que viram madrugadas escrevendo para o Caderno de Formação e para o blog, irmãos que mandam mensagens às três da manhã pra desejar um feliz dia do Jufrista! Equipes que ficam horas em reuniões online para que tudo o que saia nos materiais e nos encontros da JUFRA sejam o melhor que podemos oferecer. Mas tudo vale a pena... Pois aquilo que fazemos com amor não nos enfraquece, ao contrário, nos acrescenta.
Ser Jufrista... é algo tão peculiar, mas também tão simples. Tão pessoal e também tão grupal. E a cada momento, a cada vivência nos definimos de maneira própria, singular. E pra você? O que é ser Jufrista? Pense nisso! Que nesse dia do Jufrista possamos nos reconhecer com tudo que somos, com tudo que temos como jovens franciscanos.

Tenha um dia do Jufrista abençoado e que seu jeito de ser possa mudar o mundo a sua volta! 
Parabéns, Jufristas do Brasil!

                                                            Gleice Francisca Pereira da Silva
                                              Subsecretária Regional de Formação - Sul 1
                                              Subsecretária nacional para a Área Sul

Fonte: http://formacao-jufrabrasil.blogspot.com.br/2014/03/6-de-marco-dia-do-jufrista.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter