quinta-feira, julho 21, 2011

Pequeno retrato de Francisco de Assis

Por Frei Almir R. Guimarães, OFM




Vivia na cidade de Assis, na região do Vale de Espoleto, um homem chamado Francisco. (1Celano 1)


Todo mundo conhece Francisco de Assis. Ele é patrimônio da humanidade. Esse Francisco, originário da cidade de Assis, esse italiano natural da verdejante região da Úmbria experimentara no peito a ânsia das coisas grandes e foi se tornando o Irmão Francisco. Não havia nascido para a mesmice e a mediocridade, para a banalidade e a rotina. Tudo nele se revestia do novo e da novidade.

Tomás de Celano, contemporâneo de Francisco, depois da morte do santo ficou encarregado de escrever uma biografia do Pai. É ele, pois, que nos pinta um quadro com os traços de Francisco do mundo inteiro.


quarta-feira, julho 06, 2011

Queridos irmãos e irmãs,



Boa tarde,que a paz e o bem esteja sempre presente na vida de vocês,

Venho orgulhosamente,colocar a disposição o link da entrevista que fomos linsorjeados a dar para diviguar o que é a JuFra,o que faz,falando sobre os ideais,as reais diferença entre um grupo de jovens e uma fraternidade.

A entrevista com os nossos irmãos,Muhammed Hochay - Sub. Sec. de Ação Evangelizadora,Jarleny de Souza - Sec. Fraterna e Anna Kézia - Sub. Sec. de Direitos Humanos,Justiça,Paz e Integridade da Criação,que diga-se de passagem nos representaram muito bem,está a disposição no seguinte endereço .






Que o senhor vos abençoe e vos guarde,


Que o senhor vos mostre a sua face e compadeça de vós

Que o senhor volva seu rosto para a glória e vos dê a paz,

O senhor vos abençoe,amém !



Tércia Morgana de Souza -Sub.Sec. de Arquivo e Comunicação


Abraços fraternos e paz e bem .

terça-feira, junho 21, 2011

Nota da CNBB sobre o Código Florestal


Sexta-feira, 17 de junho de 2011 - 16h57min


“Eis que vos dou toda a terra, todas as plantas que dão semente e todas as árvores que produzem seu fruto com sua semente, para vos servirem de alimento” (Gênesis 1,29).



O Conselho Permanente da CNBB, reunido em Brasília, de 15 a 17 de junho de 2011, tomou conhecimento do atual estágio da discussão do Código Florestal no Congresso Nacional, atualmente tramitando no Senado, após votação na Câmara dos Deputados.


Estamos conscientes da grande importância de um Código Florestal no Brasil, porque nosso País tem possibilidades de oferecer alternativas à crise civilizacional ancorada, sobretudo, na crise climática.

Nossa preocupação maior está no impacto e nas consequências de uma lei deste porte na vida das pessoas e no meio ambiente, que sacrificam a realidade da ecologia física e humana ao influenciar na dinâmica social e cultural da sociedade.

A ecologia se tornou, na segunda década do século XXI, um dos “sinais dos tempos” mais significativos para a sobrevivência da humanidade. Não por acaso, vivemos o Ano Internacional das Florestas, participamos recentemente da Campanha da Fraternidade sobre a Vida no Planeta que colocou em discussão a gravidade da crise ecológica às vésperas da Conferência Rio+20.


sábado, maio 07, 2011

Minha homenagem as mães em especial,a MINHA .


Mãe!
Atuamos juntos na cena do parto
sem cobrar diária, seu ventre foi quarto
de hotel cinco estrelas, pra conforto meu
Mãe!
Sagrada pessoa, que só nos agrada
eu lhe dando o mundo, não seria nada
comparando a tudo que você me deu.Mãe!Na graça ou desgraça, sorrindo ou chorando
no luxo ou na lama, perdendo ou ganhando
você me dá força, confiança e fé
Mãe!
Quando eu entro em crise, ou caio doente
todo mundo foge, você presente
me estendendo os braços, pra me ver de péMãe!
Reserva de paz, fonte de energia
personagem impar, luz de estrela guia
alicerce humano, 100% forte
Mãe!
Rainha sem trono, guerreira sem farda
mulher com status, de anjo da guarda
Santa duas vezes, na vida e na morte.

Mãe - Os Nonatos


Mãe, Anjo divino

Mãe, anjo divino

Que tudo sabe

Que tudo vê

Que tudo sente

Que tudo ouve

Mãe, anjo divino

Que perdoa

Que sorri

Que chora
Que brinca

Mãe, anjo divino

Que abraça

Que afaga

Que protege

Que guarda


 
Mãe, anjo divino


 
Criado por Deus

Enviado por Ele





O único anjo que Ele nos deu a chance de conhecer..


 
Feliz Dia das Mães



segunda-feira, maio 02, 2011

Carta Convite XVIII ENCONJUFRA do Rio Grande do Norte.




JUVENTUDE FRANCISCANA DO BRASIL
Fraternidade Mensageiros de Paz e Bem
Regional NE A3 PB/RN - 5º Distrito
Ceará Mirim-RN

Ceará mirim-RN, 05 de Abril de 2011


Queridos (as) irmãos (as), PAZ E BEM!

A JUFRA comemora uma data muito especial em 2011, seus 40 anos de presença atuante no nosso país, com o ideal franciscano de vida ao modo jovem de seguir a Jesus Cristo a exemplo de Francisco e Clara de Assis. Em consonância com toda a JUFRA do Brasil o Regional NE A3 irá comemorar os 40 anos da presença da JUFRA no Brasil, no nosso XVIII ENCONJUFRA do Rio Grande do Norte.

Desta maneira, a Fraternidade Mensageiros de Paz e Bem tem o prazer de sediar o XVIII ENCONJUFRA do Rio Grande do Norte. Que será realizado de 13 a 15 de maio deste ano e que tem por tema “JUFRA 40 anos: semeando um mundo novo”.

Queremos convidar todos os irmãos jufristas a fim de, mais uma vez, nos encontramos com alegria e paz no ENCONJUFRA (que será realizado em nossa cidade),


Informações Importantes:

Taxa de inscrição: R$ 15,00 por Jufrista.

Local: Escola Estadual Professor Otto de Brito Guerra (CAIC)

Para maior comodidade dos jufristas, sugerimos que tragam seus pertences pessoais, tais como: material de higiene, roupa de cama e banho e colchonete.


OBS: Pedimos que os participantes tragam roupa estilo havaiana, porque haverá uma festa havaiana para a noite. Também lembramos que tragam as tradicionais lembranças.

Contatos:

Telefones: Maria Helena (84) 94132425 (Sub-Secretaria de Comunicação), Elizoete (84) 94126445 (Sub-Secretaria de DHJUPIC).
E-mail da JUFRA de Ceará Mirim-RN: mensageirosdepazebem@yahoo.com.br


Elizoete Cruz

Sub-Secretária de DHJUPIC

terça-feira, março 29, 2011

Campanha da Fraternidade 2011

A Juventude Franciscana de Mossoró na abertura da campanha da fraternidade.










sábado, março 26, 2011

Hora do Planeta 2011

A Hora do Planeta é uma iniciativa da rede WWF que incentiva cidadãos, empresas e governos a apagarem as luzes por uma hora mostrando assim o seu apoio à luta contra as alterações climáticas.

Porquê apagar as luzes?

Antes de mais há que ter consciência que este apagar de luzes por uma hora é meramente um gesto simbólico, mas que pode ser representativo de um elevar da consciência de todos para um problema que é, igualmente, de todos: as alterações climáticas.

A verdade é que este simples gesto, tem despertado em todo o mundo compromissos capazes de ir marcando a diferença numa base diária contínua e tem levado a uma verdadeira mudança de hábitos de vida de cidadãos, empresas e governos que começam a despertar para compromissos válidos e práticos a favor desta luta.

Assim, apagar as luzes:

  • É mostrar que estamos preocupados com o aquecimento do planeta e queremos dar nossa contribuição, influenciando e pedindo acções de redução das emissões e de adaptação às mudanças climáticas, combatendo a desflorestação e conservando os nossos ecossistemas;
  • É um incentivo ao diálogo dos manifestantes entre si e entre esses e os governos e empresas;
  • É um acto que simboliza a eficiência e o uso de todos os recursos com inteligência, responsabilidade e de forma sustentável.


HORA DO PLANETA 2011
Sábado, 26 de Março das 20h30min ás 21h30min

Apague as luzes e ilumine esta ideia por um Planeta Vivo.
Vá além desta hora na luta contra as alterações climáticas!

Fonte:http://www.wwf.pt/

terça-feira, março 22, 2011

22 de março - Dia Mundial da água, e daí?

Seca na AmazoniaPoupe água, economize água, proteja a água, salve a água, beba água, água, água, água… Ouvimos tantas frases sobre a água, que a palavra acaba perdendo o sentido em nossas mentes. Mas já é hora de “cair a ficha”.

Foto: Barreirinha (Amazonas), outubro de 2005 - ©Greenpeace/Daniel Beltrá

Você sabe de onde vem a água?

Toda água do planeta se mantém em constante movimento, passando do estado gasoso - proveniente da evaporação de todas as superfícies úmidas - mares, rios e lagos, pelo estado líquido - nos oceanos (água salgada), rios e lagos (água doce) e no subsolo, constituindo os chamados lençóis freáticos e pelo estado sólido - nas regiões frias do planeta, nos pólos.

É o chamado ciclo hidrológico que sustenta(va) a vida na Terra.

Até 25% da água que cai como chuva pode ser interceptada pelas copas das árvores. O restante escoa pela superfície do solo ou se infiltra nele. Cerca de 1% da água que cai é retida para a formação de matéria orgânica que constitui os seres vivos (constitui Vida). O restante atinge os mares, caindo diretamente neles ou a eles chegando através dos rios.

Nossas interferências quebram esse ciclo natural da água. A impermeabilidade do solo nas áreas urbanas, falta de cobertura vegetal e poluição…

Segundo o IBGE, 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para consumo ou para processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.

Desses 0,007% de água boa para consumo, são usados:

  • 70% para Agropecuária - Quase que a totalidade deste montante é utilizado para irrigação. Adicionalmente, é utilizada para tratamento de animais, lavagem de instalações, máquinas e utensílios, entre outros.
  • 22% para Indústria - Como matéria-prima, na produção de alimentos e produtos farmacêuticos, gelo e em atividades industriais onde a água é utilizada para refrigeração, como na metalurgia, para lavagem nas áreas de produção de papel, tecido, em abatedouros e matadouros, etc e em atividades em que é utilizada para fabricação de vapor, como na caldeiraria, entre outros.
  • 8% para Residências - Subdivididas em uso doméstico (como fonte de vida, bebida, no preparo de alimentos, higiene pessoal, limpeza na habitação, irrigação de jardins e pequenas hortas particulares, criação de animais domésticos, entre outros) e público (moradias, escolas, hospitais e demais estabelecimentos públicos, irrigação de parques e jardins, limpeza de ruas e logradouros, paisagismo, combate a incêndios, navegação, etc).

E não sei iluda, a escassez de água não é resultado de problemas temporários de distribuição.

Tá entendendo agora porque é necessário usar a água com responsabilidade?

Precisamos da água para viver, e essa não é uma frase poética. É matemática pura. Todas as partes do nosso corpo têm água.

  • Cérebro = 75%
  • Pulmões = 86%
  • Fígado = 86%
  • Músculos = 75%
  • Coração = 75%
  • Rins = 83%
  • Sangue = 81%

O homem é capaz de sobreviver até 28 dias sem comer, mas apenas 3 dias sem beber água. Entende agora o significado de “Água é Vida”?

De acordo com a ONU, desde 1950 uso da água triplicou. Estima-se que nos próximos 20 anos o homem vai usar 40% a mais de água do que usa agora.

Imagine só como ficarão as pessoas que já carecem de água, como cerca de 200 milhões de pessoas na África, que hoje já sofrem (e morrem) com a escassez de água.

Imagine ainda que falamos em um futuro próximo. Quantos anos você tem hoje? Faça as contas, daqui a 20 anos, você, seus filhos e seus netos… e a falta d’água.

Não importa quem somos, onde estamos e o que fazemos, todos nós dependemos da água.

Então, pra reforçar, transcrevo aqui aquelas velhas dicas de como poupar água com ações simples no dia a dia:

No Banheiro

  • Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba. Uma torneira aberta pode consumir, por minuto, até 2,4 litros (numa casa) ou 16 litros (num apartamento).
  • Tome banhos rápidos. A cada minuto no banho você gasta de 3 a 9 litros.
  • Regule as válvulas de descarga.
  • As convencionais usam cerca de 40% de toda a água de uma casa ou escola.
  • Cada segundo que uma pessoa permanece com o dedo na descarga são 10 litros de água desperdiçados.

Na cozinha

  • Limpe bem os pratos e panelas e jogue os restos de comida no lixo.
  • Deixe a louça na água para facilitar a lavagem.
  • Feche a torneira enquanto ensaboa e volte a abri-la apenas para enxaguar.
  • Ligue a máquina de lavar louça apenas quando estiver completa.

Na lavanderia

  • Utilize a lavadora de roupa só quando ela estiver cheia.
  • Reaproveite a água de chuva ou da máquina para lavar o chão da cozinha, área de serviço e quintal.

Nas áreas externas

  • Varra as calçadas para retirar o lixo e use balde em vez de mangueiras.
  • Molhe as plantas com regador quando o sol estiver mais fraco.
  • Lave o carro utilizando o balde.
  • Prefira ter jardins a áreas cimentadas, favorecendo a infiltração da água no solo.

Manutenção

  • Elimine vazamentos.
  • Troque ou conserte torneiras pingando.
  • Faça o teste do relógio de água. Se os ponteiros continuarem rodando sem consumo, é sinal de vazamento.

Use do dia 22 de março - o dia Mundial da água - como um marco. Comece a fazer a diferença, adaptando-se a essa realidade.

Fonte:www.vidadeviajante.com.br

quarta-feira, março 09, 2011

Campanha da Fraternidade 2011

Nesta quarta feira de Cinzas (09/03), terá inicio a Campanha da Fraternidade e que se estenderá por toda a Quaresma. O tema da Campanha é “Fraternidade e a vida no Planeta, e tem como lema “A criação geme em dores de parto”. O objetivo da campanha é contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a degradação do meio ambiente que se dá em um ritmo acelerado, em decorrência da sua apropriação errada e desmedida pelo homem, a fim de satisfazer suas necessidades imediatas. As consequências destas ações são as catástrofes ambientais que estamos vendo e vivenciando nos últimos anos, a exemplo das enchentes, mudanças climáticas e o aquecimento global.




Preservar o meio ambiente é um dever de todos nós cristãos e franciscanos. São Francisco de Assis percebeu o Criador em todas as criaturas, louvava e as contemplava de maneira sublime e humilde, como mostra essa passagem: “Que alegria ele sentia diante das flores, vendo sua beleza e sentindo seu perfume! Passava imediatamente a pensar na beleza daquela flor que brotou da raiz de Jessé no tempo esplendoroso da primavera e com seu perfume ressuscitou milhares de mortos. Quando encontrava muitas flores juntas, pregava para elas e as convidava a louvar o Senhor como se fossem racionais. Da mesma maneira, convidava com muita simplicidade os trigais e as vinhas, as pedras, os bosques e tudo que há de bonito nos campos, as nascentes e tudo que há de verde nos jardins, a terra e o fogo, o ar e o vento, para que tivessem muito amor e fossem generosamente prestativos. Afinal, chamava todas as criaturas de Irmãs, e de uma maneira especial, por ninguém experimentada, descobria os segredos do coração das criaturas, porque na verdade parecia já estar gozando a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. (1 Cel 29,81)




Pois bem amados irmãos e irmãs, como seguidores do ideal Franciscano, chegou o momento de mostrarmos ao mundo o amor enorme que São Francisco tinha pelas criaturas e elementos, amor tão grande que não cessava em glorificar e bendizer o Criador por meio de todas as criaturas. Que possamos neste período de Quaresma e durante todo o ano refletirmos sobre os males que o nosso planeta está enfrentando, mas que essa reflexão nos faça ir além, nos leve a gestos concretos em busca de um novo olhar sobre a natureza e sobre todas as formas de vida que nela existe. Que possamos ser exemplos de amor e respeito para com todas as criaturas, buscando participar ativamente dos encontros, debates, seminários, mobilizações e entidades que lutam em defesa da vida.


Wanessa da Silva Candido dos Santos
Sub Regional de DHJUPIC
Regional NEA3 PB/RN

segunda-feira, março 07, 2011

06 de março - Dia de Santa Rosa de Viterbo e Dia Nacional do Jufrista

Oração à Santa Rosa de Viterbo

Deus, nosso Pai, à medida que nos transcorrem os séculos, vemos com mais clareza a vossa ação no mundo. Na verdade, vós sou um Deus fiel e agis com força e poder dentro da história dos homens, abalados por tantas contradições. Mas vós conduzis vosso povo através dos tempos. Moveis os corações dos homens para que encontrem a paz. E suscitais, segundo as necessidades de cada época, pessoas capazes de ler as entranhas dos tempos, pessoas fortalecidas com as vossas promessas antigas, mas sempre novas. Por isso, Senhor, hoje nós vos suplicamos humildemente; a exemplo de Santa Rosa, façamos de nossa vida um tempo de conversão, de fidelidade a Deus e de amor à paz.


Dia Nacional do Jufrista

Os franciscanos têm muita coisa a dizer aos homens do nosso tempo, sobretudo à nossa sociedade industrial, marcada pelo consumo, que pouco considera os sofrimentos de milhões de seres famintos no mundo inteiro. Há muitos que tramam guerras em vez de promover a paz, que destroem o meio ambiente em vez de proteger a natureza, louvadasolenemente por Francisco no seu cântico. De preferência, é da alçada de vocês, franciscanos, responder as pessoas a respeito dos problemas modernos, de educá-las para que contemplem as coisas de maneira correta, para que possam assim desenvolver uma consciência pura e uma orientação interior equilibrada diante do nosso mundo. Ressuscitando os verdadeiros valores cristãos, vocês podem dar uma grande contribuição para a paz e o progresso da humanidade. Como filhos do Santo da pobreza evangélica, do pacificador, do amigo da natureza, vocês são os melhores intérpretes da mensagem que Francisco dirigiu aos homens do seu tempo; uma mensagem que até hoje não perdeu nada de sua validade e que, com sua força é capaz de renovar a sociedade, sempre de novo.
Mensagem do Papa João Paulo II, ao Capítulo Geral dos Frades Menores Conventuais, em 28/05/1989.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

JUFRA BEACH - 05 e 06 de Fevereiro

Nos dias 05 e 06 de Fevereiro, a Fraternidade Espírito Santo realizou na Praia de Morro Pintado a Jufra Beach, visando reunir toda a os irmãos, em clima de férias, para uma maior vivência em fraternidade e para a contemplação da natureza. Neste encontro também tivemos e agradecemos a presença da Fraternidade Irmão sol e Irmã Lua.



O encontro teve início no sábado a tarde. E durante a noite, realizamos uma bela celebração a beira-mar e compartilhamos o evangelho de Mateus 5, 13-16, que nos convoca a sermos luz para o mundo e sal para a terra. Logo em seguida tivemos um belo lual. No Domingo, alguns irmãos tiveram o grande prazer de fazer uma caminhada pela praia e contemplar o nascer do Sol (O Sol nasceu é um novo dia, bendito sejas Deus, quanta alegria). No decorrer deste dia, a juventude compartilhou diversos momentos, como jogar futebol na praia, tomar banho de mar entre outras coisas. Para finaliza tivemos um belo almoço, e uma tarde livre para contemplar a natureza e se aproximar do irmão, onde louvamos e agradecemos ao Senhor.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Ajuda aos Irmãos

SOS SUDESTE

A JUFRA- Juventude Franciscana, da Capela de São Pedro, se engaja na campanha SOS SUDESTE. Campanha lançada pela CNBB e CÁRITAS BRASILEIRA, que visa mobilizar ajuda para a população afetada pelas fortes chuvas. As doações podem ser depositadas nas seguintes contas:


CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AGÊNCIA: 1041
OPERAÇÃO: 003
CONTA: 1490-8


BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA: 3475-4
CONTA: 32.0000-5


PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESÓPOLIS – CNPJ: 29.138.396/0001-47
BANCO DO BRASIL (SOS TERESÓPOLIS)
AGÊNCIA: 0741-2
CONTA: 110000-9


CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (SOS TERESÓPOLIS)
AGÊNCIA: 4146
CONTA: 2011-1


A JUFRA ESTARÁ DURANTE TODO DIA 30/01/2011, NA CAPELA DE SÃO PEDRO (ABOLIÇÃO IV), RECEBENDO DONATIVOS (MATERIAL DE HIGIENE, DE LIMPESA ) PARA SEREM ENVIADOS PARA AS VÍTIMAS DAS CHUVAS NA REGIÃO SUDESTE.


“Religião pura e sem mancha diante de Deus, é esta: Socorrer os órfão e viúvas em aflição (...)” (Thiago 1,27)

terça-feira, janeiro 25, 2011



























Dom Dimas Lara Barbosa, Secretário Geral da CNBB, apresentou o tema da Campanha, “Fraternidade e a vida no planeta” e o lema “A criação geme como em dores de parto”. “A Campanha da Fraternidade deste ano (2011) reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, no problema das mudanças climáticas. Ela se coloca em sintonia com uma cultura que está se expandindo cada vez mais, em todo o mundo, de respeito pelo meio ambiente e do lugar em que Deus nos coloca, não só para vivermos e convivermos, mas também para fazer deste o paraíso com o qual tanto sonhamos”, disse dom Dimas.

Questionado se a escolha do lema “A criação geme como em dores de parto” foi feita em virtude das discussões acerca do aborto que ocorre neste período eleitoral, o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana, disse que não e explicou o processo de definição dos temas da Campanha da Fraternidade.

“Essa escolha (do tema da Campanha da fraternidade 2011) não se fez agora, no contexto das discussões do momento atual. A escolha do tema de 2012, inclusive, já foi definida. Esse processo acontece com dois anos de antecedência”, disse. “O tema Fraternidade e vida no planeta inclui a questão do aborto, mas não se esgota nisso”, acrescentou.

O secretário Executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, presenteou aos jornalistas um texto-base da Campanha, documento que aprofundada o tema proposto. “O objetivo da campanha é de contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participarem dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”, declarou o padre.

A Campanha da Fraternidade terá início na Quarta-feira de Cinzas, 9 de março de 2011, e se estende por toda a Quaresma. A partir deste mês de outubro, as lideranças das comunidades eclesiais estudam os materiais preparando-se para a realização da Campanha na Quaresma.

(Divulgação: www.cnbb.org. br).

quarta-feira, janeiro 19, 2011

“DIA NACIONAL DE ORAÇAO PELO SUDESTE”

Queridos Irmãos(ãs)

Paz e Bem!


Sou Wanessa Candido, da Fraternidade Madre Trautlinde da cidade de Areia/PB, e é com grande alegria que estarei assumindo a Subsecretaria de Direitos Humanos Justiça, Paz e Integridade da Criação do Regional NEA3 PB/RN. Desde já me coloco a disposição de todas as fraternidade, para que assim possamos realizar um lindo trabalho com todas as fraternidades do nosso Regional.

E para começarmos as nossas ações, no ultimo domingo (16/01) foi realizada a 3ª reunião online do DHJUPIC Nacional, com a participação de 11 subsecretários Regionais de DHJUPIC. Uma das pautas da reunião foi sobre a situação dos estados de MG, SP, ES e RJ, que estão afetados por inundações.


Diante da situação, se pediu propostas de como as fraternidades poderiam ajudar as vítimas desse desastre. Então os/as presentes decidiram que nossa participação, como JUFRA do Brasil, se dará a partir de três eixos:


· Divulgação (na internet, nas Fraternidades, no boca-a-boca);
·
Mobilização (arrecadação financeira, de roupas e alimentos) e
·
Oração (em comunhão fraterna com as famílias atingidas)

E assim ficou encaminhado que no próximo dia 22/01 (sábado) será realizado o
“DIA NACIONAL DE ORAÇAO PELO SUDESTE”, em toda a JUFRA do Brasil.


Segue em anexo os ofícios do Nacional que fala como nós, enquanto JUFRA do BRASIL, podemos ajudar as vítimas e famílias atingidas pelas enchentes.


Fraterno abraço.

Wanessa Candido

Subsecretária Regional de DHJUPIC do NEA3 PB/RN

sábado, janeiro 15, 2011

O tempo Comum e sua Espiritualidade.

Terminado Tempo do Natal com a Solenidade do Batismo do Senhor, a Igreja começa a caminhar como O Povo de Deus caminhou no deserto durante quarenta anos rumo a Terra Prometida. Nem só de festas e solenidades vive a espiritualidade da Liturgia, mas o dia a dia, a rotina, a Constância, traçados pela esperança e perseverança na caminhada. O aspecto mais forte deste tempo é a comunidade reunida para celebrar sua fé, tendo o Domingo como a Páscoa semanal, onde a Igreja, Povo de Deus, caminham juntos com o seu Senhor ressuscitado.

Espiritualidade e símbolos

Este longo período compreende 33/34 semanas. O tempo comum começa no dia seguinte à festa do Batismo do Senhor e vai até a terça-feira de carnaval, inclusive. Interrompido pelo ciclo pascal. Recomeça na segunda-feira depois de pentecostes e termina no sábado anterior ao 1° domingo do advento.

Sentido: O domingo é a páscoa de cada semana, dia da reunião da comunidade para escutar a Palavra e fazer a Ceia em memória da morte e ressurreição de Jesus.

Os primeiros domingos do tempo comum são marcados por um clima de manifestação do Senhor, da sua missão no mundo e do chamado dos discípulos. A atitude destes domingos é sugerida pela voz do Espírito que desceu sobre Jesus nas águas do Jordão: “Tu és meu Filho querido, o meu predileto”! Contemplamos Jesus como o iniciador do reino.

Além do domingo, como festa semanal, celebram-se nesta primeira parte as festas da apresentação do Senhor e a festa da conversão do apóstolo Paulo.

Símbolos

O gesto simbólico que caracteriza o domingo como dia memorial da páscoa é sempre a reunião da comunidade em torno da Palavra e da santa ceia.

O evangelho de cada celebração às vezes inspira um símbolo ou gesto simbólico que marca um determinado domingo. Para ressaltar a dimensão pascal do domingo, está previsto oração e aspersão da água (no lugar do ato penitencial). Há ainda as músicas que expressam o sentido de cada domingo.

Fonte de pesquisa: http://www.apostoladoliturgico.com.br

Como viver bem este tempo:

Deixar-se conduzir pelo Espírito Santo de Deus, que nos guiará pela Palavra proclamada em cada liturgia;

Fazer crescer em nós o sentido de comunidade-Igreja, povo reunido para celebrar sua fé, que caminha como a grande família de Deus rumo a Terra Prometida: O Céu;

Centralizar a sua vida e pratica de fé no Mistério Pascal de Cristo que se realiza mos Sacramentos e plenamente na Eucaristia;
Adestrar os sentidos para colher a Vontade de Deus nos pequenos gestos, nas coisas simples do dia a dia e na pratica comum da fé e da caridade.

As celebrações festivas da Virgem Maria e dos Santos nos finalizam a fidelidade de Deus e daqueles que nos precederam mos mistérios da nossa fé.

Texto na íntegra, clique aqui

sexta-feira, dezembro 24, 2010

A noite de Greccio

Chegou o maior e mais importante evento da humanidade: o Natal, a Encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo. E falando em Natal, vem a recordação de um fato muito caro a nós franciscanos: a noite de Greccio, onde o primeiro presépio foi encenado publicamente.

Do Presépio que fez no dia do Natal do Senhor

Sua maior aspiração, seu mais vivo desejo e mais elevado propósito era observar o Evangelho em tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os "passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". Estava sempre meditando em suas palavras e recordava seus atos com muita inteligência. Gostava tanto de lembrar a humildade de sua encarnação e o amor de sua paixão, que nem queria pensar em outras coisas.

Precisamos recordar com todo respeito e admiração, o que fez no dia de Natal, no povoado de Greccio, três anos antes de sua gloriosa morte. Havia nesse lugar um homem chamado João, de boa fama e vida ainda melhor, a quem São Francisco tinha especial amizade porque, sendo muito nobre e honrado em sua terra, desprezava a nobreza humana para seguir a nobreza de espírito.

Uns quinze dias antes do Natal, São Francisco mandou chamá-lo, como costumava fazer, e disse: "Se você quiser que celebremos o Natal em Greccio, é bom começar a preparar diligentemente e desde já o que eu vou dizer. Quero lembrar o menino que nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num presépio, e contemplar com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro". Ouvindo isso, o homem bom e fiel correu imediatamente e preparou no lugar indicado o que o Santo tinha pedido.

E veio o dia da alegria, chegou o tempo da exultação. De muitos lugares foram chamados os Irmãos. Homens e mulheres do lugar, coração em festa, prepararam como puderam tochas e archotes para iluminar a noite que tinha iluminado todos os dias e anos com sua brilhante estrela. Por fim, chegou o Santo e, vendo tudo preparado, ficou satisfeit

o. Fizeram um presépio, trouxeram palha, um boi e um burro. Greccio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade.

A noite ficou iluminada como o dia : era um encanto para os homens e para os animais. O povo foi chegando e se alegrou com o mistério renovado em uma alegria toda nova. O bosque ressoava com as vozes que ecoavam nos morros. Os frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor e a noite inteira se rejubilava. O Santo estava diante do presépio a suspirar, cheio de piedade e de alegria. A Missa foi celebrada ali mesmo no presépio, e o sacerdote sentiu uma consolação jamais experimentada.

O Santo vestiu dalmática, porque era diácono, e cantou com voz sonora o Santo Evangelho. De fato, era "uma voz forte, doce, clara e sonora", convidando a todos às alegrias eternas. Depois pregou ao povo presente, dizendo coisas doces como o mel, sobre o nascimento do Rei pobre e sobre a pequena cidade de Belém. Muitas vezes, quando queria nomear Cristo Jesus, chamava-o também com muito amor de "Menino de Belém", e pronunciava a palavra "Belém" como o balido de uma ovelha, enchendo a boca com a voz e mais ainda com a doce afeição. Também estalava a língua quando falava "Menino de Belém" ou "Jesus", saboreando a doçura dessas palavras.

Multiplicaram-se nesse lugar os favores do Todo-Poderoso, e um homem de virtude teve uma visão admirável. Pareceu-lhe ver deitado no presépio um bebê sem vida, que despertou quando o Santo chegou perto. E essa visão veio muito a propósito, porque o menino Jesus estava de fato esquecido em muitos corações, nos quais, por sua graça e por intermédio de São Francisco, ele ressuscitou e deixou a marca de sua lembrança. Quando terminou a vigília solene, todos voltaram contentes para casa.

Guardaram a palha usada no presépio para que o Senhor curasse os animais, da mesma maneira que tinha multiplicado sua santa misericórdia. De fato, muitos animais que padeciam das mais diversas doenças naquela região comeram daquela palha e ficaram curados. Mais: mulheres com partos longos e difíceis tiveram um resultado feliz, colocando sobre si mesmas um pouco desse feno. Da mesma sorte, muitos homens e mulheres conseguiram a cura das mais variadas doenças

O presépio foi consagrado a um templo do Senhor e no próprio lugar da manjedoura construíram um altar em honra de nosso pai São Francisco e dedicaram uma igreja, para que, onde os animais já tinham comido o feno, passassem os homens a se alimentar, para salvação do corpo e da alma, com a carne do cordeiro imaculado e incontaminado, Jesus Cristo Nosso Senhor, que se ofereceu por nós com todo o seu inefável amor e vive com o Pai e o Espírito Santo eternamente glorioso por todos os séculos dos séculos. Amém. Aleluia, Aleluia. (Bv. Tomás de Celano, Vida primeira de São Francisco, nºs 84-87).

O que queria exatamente o Pai Seráfico mostrar tal apresentação? Seria apenas um "capricho" dos últimos anos de sua vida? Apenas um gesto simbólico? Ou não haveria algo mais profundo escondido na penumbra deste evento?





Benozzo Gozzoli, Natale a Greccio. Montefalco, Basílica de São Francisco, em Assis-Itália, 1452.



Detalhe: Ao centro, São Francisco paramentado de Diácono, com a Dalmática)

Não quis porventura São Francisco mostrar aos homens onde é o Greccio de cada um e onde realmente ocorre o Natal par cada homem de boa vontade? Mas, então, onde estava o Greccio que Francisco quis mostrar? Onde é possível a cada ser humano poder receber em seus braços o Menino Deus? Onde a sagrada Família encontra seu pouso após passar por tantas hospedarias e não encontrar nenhuma vaga e receber tantos nãos?

Greccio é o coração do ser humano, a manjedoura humilde e simples que o Menino Deus busca a cada ano para poder nascer. É este o lugar privilegiado e sagrado que o Senhor busca para encarnar-se e iniciar uma experiência, uma história de amor com cada um de nós.

Como, então, está nosso Greccio? Hoje ecoa a mais bela notícia: o Menino nasceu... E ele quer estar reclinado, sim, na ínfima manjedoura de nossos corações! Apressemo-nos, portanto, e preparemo-nos para recebê-lo.


frei Carlos Guimarães,OFMConv.

(Publicado originalmente em: Reflexões de Espiritualidade Franciscana)

segunda-feira, novembro 29, 2010

É chegado um novo e belo tempo... O Advento

Advento
Meditando a chegada de Cristo, devemos buscar o arrependimento dos nossos pecados e preparar o nosso coração
O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento; um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos.
Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte.
Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes: nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi; seu Reino não terá fim... Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.
Para nos ajudar nesta preparação usa-se a Coroa do Advento, composta por 4 velas. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela e à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as outras velas, até chegar o 4º Domingo, quando todas devem estar acesas. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em honra do Deus que vem a nós. Deus, a grande Luz, "a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo", está para chegar, então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.
A Coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. Ela simboliza a esperança e a vida e geralmente é enfeitada com uma fita vermelha, simbolizando o amor de Deus que nos envolve e também a manifestação do nosso amor, que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.
O Tempo do Advento deve ser uma boa preparação para o Natal, deve ser marcado pela conversão de vida – algo fundamental para todo cristão. É um processo de vital importância no relacionamento do homem com Deus. O grande inimigo é a soberba, pois quem se julga justo e mais sábio do que Deus nunca se converterá. Quem se acha sem pecado, não é capaz de perdoar ao próximo, nem pede perdão a Deus.
Deus – ensinam os Profetas – não quer a morte do pecador, mas que este se converta e viva. Jesus quer o mesmo: “Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Por isso Ele chamou os pecadores à conversão: “Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus” (Mt 4,17); “convertei-vos e crede no Evangelho” ( Mc 1,15).


Texto extraido do blog da Canção Nova. Leia na integra aqui.





sábado, setembro 18, 2010

17 de setembro - Celebração da Impressão das Chagas de São Francisco


O SENTIDO E O SIGNIFICADO DAS CHAGAS DE SÃO FRANCISCOS
Frei Régis G. Ribeiro Daher
Mais do que desvendar o caráter histórico das Chagas de São Francisco, importa refletir sobre a experiência de vida que se esconde sobre este fato. O que significa a expressão de Celano "levava a cruz enraizada em seu coração"? O que isso significou para o próprio Francisco? Há um significado para nós hoje, naquilo que com ele ocorreu?

Um erro comum é o de ver São Francisco como uma figura acabada, pronta, sem olhar para a caminhada que ele fez até chegar à semelhança perfeita (configuração) com o Cristo. O que ocorreu no Monte Alverne é o cume de toda uma vida, de uma busca incessante de Francisco em "seguir as pegadas de Jesus Cristo". Francisco lançou-se numa aventura, sem tréguas, na qual deu tudo de si: a vontade, a inteligência e o amor. As chagas significam que Deus é Senhor de sua vida. Deus encontrou nele a plena abertura e a máxima liberdade para sua presença.

O segundo significado das chagas é o de que Deus não é alienação para o ser humano, ao contrário, é sua plena realização e salvação. Colocando-se como centro da própria vida é que o homem se aliena e se destrói; torna-se absurdo para si mesmo no fechamento do seu 'ego'. O homem só encontra sua verdadeira identidade, sua própria consistência e o sentido de sua existência em Deus. E Francisco fez esta descoberta: Jesus Cristo foi crucificado em razão de seu amor pela humanidade - "amou-os até o fim" - , e ele percorre este mesmo caminho.

O terceiro significado: as chagas expressam que a vivência concreta do amor deixa marcas. A exemplo de Cristo, Francisco quis suportar/carregar e amar os irmãos para além do bem e do mal (amor incondicional). Essa atitude o levou a respeitar e acolher o 'negativo' dos outros mantendo a fraternidade apesar das divisões. Esse acolher e integrar o negativo da vida é a única forma de vencer o 'diabólico', rompendo com o farisaísmo e a autosuficiência, aniquilando o mal na própria carne. Só assim, o homem é de fato livre, porque não apenas suporta, mas ama e abraça o negativo que está em si e nos outros.
O quarto significado: seguir o Cristo implica em morrer um pouco a cada dia: "Quem quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz a cada dia e me siga" (Lc 9,23). Não vivemos num mundo que queremos, mas naquele que nos é imposto. Não fazemos tudo o que desejamos, mas aquilo que é possível e permitido. Somos chamados a viver alegremente mesmo com aquilo que nos incomoda, vencendo-se a si mesmo e integrando o 'negativo', de modo que ele seja superado. Nós seremos nós mesmos na mesma medida em que formos capazes de assumir nossa cruz. As chagas de São Francisco são as chagas de Cristo, e elas nos desafiam: ninguém pode conservar-se neutro, sem resposta diante da vida.

São Francisco não contentou-se em unicamente seguir o Cristo. No seu encantamento com a pessoa do Filho de Deus, assemelhou-se e configurou-se com Ele. Este seu modo de viver está expresso na "perfeita alegria", tema central da espiritualidade franciscana: "Acima de todos os dons e graças do Espírito Santo, está o de vencer-se a si mesmo, porque dos todos outros dons não podemos nos gloriar, mas na cruz da tribulação de cada sofrimento nós podemos nos gloriar porque isso é nosso".

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/noticias/noticias_especiais/chagas2006/03.php